24 DE NOVEMBRO DE 2023, SEXTA-FEIRA

De 10h30 a 11h: Mediação de bolsa

“O artista está presente”

Em 2010, o MoMa – Museu de Arte Moderna de Nova York, apresentou a exposição “The artist is present”, mostra retrospectiva da artista Marina Abramovic. Uma mesa, duas cadeiras e um espaço vazio. Uma das cadeiras era ocupada pela artista e a outra pelos visitantes do Museu.

Vozes, silêncio, olhares, tempo, espaço e o corpo foram compartilhados pelos artistas e visitantes na primeira edição presencial da Feira Livre de Arte Contemporânea, em 2017.

De que maneira um corpo se faz presente? 

Convidamos os visitantes a refletir sobre a “presença” do artista a partir de um recorte da exposição, focando em algumas obras e conceitos-chaves que serão premissas para um diálogo com os educadores. 

De 11h a 12h: Minioficina (público infantil)

“O corpo desenha” 

A minioficina propõe a percepção do corpo e suas características, partindo de movimentos corporais rotineiros para compreender o desenho no espaço; linhas, curvas, formas, cores, movimento. A partir dessa motivação, os participantes vão ilustrar com o desenho corporal algumas histórias que serão narradas pelos educadores.

Num segundo momento, os educadores apresentarão estímulos musicais: cantos indígenas, sons de tambores, cantos de pássaros, barulho das águas, cantos africanos, poemas etc., propondo uma dança desenho. O objetivo principal é apresentar o corpo como ferramenta para compreender e identificar nossas histórias e nossa ancestralidade. 

De 15h a 15h30: Mediação de bolsa 

“Processos artísticos e suas ramificações”

Os visitantes receberão uma bolsa com o tema “Processos artísticos e suas ramificações”, contendo elementos diversos que serão dispositivos e ferramentas para serem utilizados durante o percurso de visitação. Ao final do percurso, o educador vai propor um diálogo com os visitantes sobre a experiência e suas descobertas em torno do tema proposto. 

De 16h30 a 17h30: Minioficina (público livre)

“Assemblage: Desdobramentos da matéria” 

Assemblage é um termo francês que significa “montagem”. Na assemblage, materiais variados podem ser incorporados a uma obra de arte por colagem ou encaixe.

Minério de ferro, ferro e ferrugem são alguns dos materiais que serão utilizados para construção de assemblages na minioficina “Assemblage: Desdobramentos da matéria”, tendo por referência o trabalho da artista mineira Luana Vitra.

A artista plástica, dançarina e performer Luana Vitra cresceu em Contagem, uma cidade industrial que fica localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, MG. As marcas deixadas na formação da cidade também estão impregnadas nas obras da artista, já que desde a infância seu corpo experimentou o ferro e a fuligem.

Em entrevista para o Prêmio Pipa 2023, a artista diz: “Eu penso que talvez o ferro seja a matéria mais parecida com o corpo preto porque o ferro é uma matéria de estruturação, não existe alvenaria que se sustente sem o ferro e o corpo preto vem no mesmo sentido. Não há nada que tenha sido erguido sem a presença de um corpo preto. E atualmente eu tenho pensado a oxidação como uma forma de liberdade porque talvez a ruína seja a máxima liberdade do ferro.”.

19h: Roda de conversa com Rafael Perpétuo 

“Arte contemporânea e imediações: arte além do fazer (carreira e outros modos de ser artista)”

Esta é uma conversa sobre aquilo que está nas imediações do atelier ou da práxis do artista. Rafael apresentará dois aspectos distintos deste tema. O primeiro, sobre o gerenciamento de carreira no capitalismo informacional e institucionalização. Hoje, o artista deve se preocupar com outros aspectos além do fazer e produzir obras de artes: o networking, modos de visibilização, trânsito de informações e os circuitos das artes. O segundo aspecto diz respeito aos outros papéis para se atuar nos sistemas da arte, seja nas gestões, na produção, curadoria ou demais campos, e ainda assim, sem dar partido dos princípios da gênese artística. Há múltiplas possibilidades, tanto de diferentes sistemas e circuitos da arte que lidam com diferentes institucionalizações e mercados quanto das formas de atuação sem que o artista abra mão de ser um criativo.

Rafael Perpétuo é doutorando em Artes pela Escola de Belas Artes, EBA/UFMG, onde realiza pesquisa sobre as trajetórias artísticas diante do capitalismo informacional, mercado de arte e sistema de circulação da arte. É mestre em Artes pela UFMG, pós-graduado em Gestão Cultural pelo Instituto Itaú Cultural e graduado em Artes Plásticas pela Escola Guignard. Gestor cultural com olhar de artista visual, atualmente coordena o Museu de Arte da Pampulha. Foi coordenador do Museu Mineiro de 2019 a 2021, coordenador de exposições na Superintendência de Museus de Minas Gerais de 2013 a 2018 e professor no Arena da Cultura entre 2011 e 2013. É também curador, com exposições de artistas como José Bento, Silene Fiuza, Décio Noviello, entre outros. É integrante do grupo Indigestão.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

FLAC – Feira Livre de Arte Contemporânea ® 2024 | Todos os direitos reservados

 Feito com ♥ por Reakt 

Pular para o conteúdo