SÉRGIO ARRUDA

Radicado em Belo Horizonte desde os anos 1980, formou-se na Escola Guignard em Educação Artística/Artes Plásticas. Suas pinturas, quase sempre em suportes tridimensionais, exploram o vazio e a falibilidade do olho humano, buscando ‘brincar” com o olhar do espectador de forma ilusionística, tendo forte influência da Op Art da década de 60. Criou a Gestalt, empresa especializada em montagens de exposições de artes e junto a outros dois artistas, fundou o Galpão Paraíso, espaço cultural multimídias. Paralelamente à sua produção como artista plástico, onde participou de diversas exposições individuais e coletivas, voltou-se para a produção e montagem de eventos artísticos, culturais, empresariais e particulares, criando cenários, protótipos, objetos e executando projetos diversos como produtor e montador de exposições de arte. Também ofertou oficinas de pintura e participou de coletivos de artistas.

Na FLAC Sérgio Arruda apresenta obras em novos formatos de suportes para a pintura e outras formas de exposição das mesmas, explorando também as quinas e cantos das paredes, onde ganham visualização anamórfica, e a imagem se forma corretamente somente quando vista de um determinado ângulo ou posição. Com suportes em papel calandrado ou em madeira, e pintura em tinta acrílica, seus trabalhos fazem surgir espaços vazios que induzem à visualização de formas inexistentes, nos levando a buscar por imagens conhecidas, já vistas e memorizadas. Isto acaba por criar um conflito entre o que se está tentando ver e o que já se viu anteriormente. O uso de formas vazias também faz as pinturas saírem da bi dimensionalidade e adquirirem uma tridimensionalidade inexistente, confundindo o olhar.

Exposições recentes: 1ª Mostra de Arte da Asbal – Brasília (1º Prêmio); Sesc MG – Capa para o livro O Negro no Brasil Desde a Abolição da Escravatura – Belo Horizonte (Prêmio ilustração). 2º Salão do Candidato – Casa dos Contos – Belo Horizonte