RODRIGO MOGIZ

Trabalha no limiar entre a pintura e o desenho, que são as suas formações enquanto artista. O bordado entra nessa interseção, que é seu trabalho mais bem estruturado. Seu bordado começa por algo pessoal e afetivo, se interessando por figuras de modelos de páginas de revista de moda e anúncios publicitários. Ele reproduz desenhos desses modelos através de agulha e linha provocando um belo estranhamento, onde o ideal de beleza vendido como perfeito foi reconstruído através de um bordado sem técnica, considerado pela tradição como imperfeito, “mal feito”. Além disso, há o fator da perfuração, da agulha que fere o papel ou tecido para passar a linha. Uma alegoria da dor. A partir daí apropria-se dessas imagens de moda que tenham alguma beleza ou que passem algum significado, explorando questões afetivas e sexuais das formas mais diversas. Procura estabelecer conexões entre essas figuras, provocando narrativas através de sobreposições. Foi premiado no Salão Cataguases-Usiminas de Artes Visuais – 2004 e em 2º lugar no VIII Salão de Arte Itabirito – Itabirito/Outro Preto/Belo Horizonte – MG – 2017. Foi selecionado para o Prêmio CNI-SESI Marcantonio Vilaça para Artes-Plásticas 2009/2010.

Na FLAC Rodrigo Mogiz apresenta bordados em tecido ou papel em forma de objetos, em referência a almofadas e alfineteiros. Por meio do uso de materiais que “enfeitem” seus bordados: miçangas, pedrarias, rendas, alfinetes, dentre outros materiais de costura, ele atrai o olhar para problematizar algumas questões. A expectativa é que não só se encantem por tal beleza. Alfineta para provocar, mostrar inquietudes das relações humanas. Seu trabalho traz referências da literatura e ícones mitológicos e religiosos. Explora  narrativas como se quisesse contar histórias, mas deixa para que as pessoas criem as suas próprias conexões.

Exposições recentes:

2017 – “Le Crime Farpait” – Rodrigo Mogiz e Letica Martinez Peres – Alma Espace d’Art – Curadoria: Jean-Cristophe Arcos (Paris, França);

2017 – Almofadinhas – Galeria de Arte GTO – Sesc Palladium (Belo Horizonte, MG);

2016 – Seres Significantes – Gabinete de Arte K2o (Brasília, DF);

2016 – Aquilo que nos une – Caixa Cultural (Rio de Janeiro/RJ).